Me dá uma Coca-Cola.
Agora.
Gelada.
De doer a cabeça.
Me dá
Uma
Coca
Cola.
9/16/2010
Trocamos Figurinhas.
Fomos colecionadores.
Encontramos-nos por acaso,
Eu te vi primeiro, figura que eu não tinha,
E quis possuir.
Em mim,
viste um álbum incompleto,
Repleto do que tinhas
E quiseste inquirir.
Brincamos de trocar figurinhas.
- Tens esta, que vi quando pequena?
- Mas claro, como não teria?
- E isto, sabes o que é?
- É a prova, que acena, de termos o mesmo gostar.
E te curvavas perdendo ar:
- Assim tu me matas!
Brincamos de trocar figurinhas.
Trocamos e trocamos
Figurinhas e figurinhas
Por dias curtos,
Noite longas sem janta,
muito vagar,
Quando mesmo as respostas escasseavam,
Para tantas perguntas sem fim.
Brincamos de trocar figurinhas.
Um dia paraste de perguntar
E já sem respostas - já sabes o que tenho -
Não me importei, sabia o que tu querias
Figurinhas, figurinhas!
Mas nenhuma interessava.
Tentei ainda brincar de trocar figurinhas.
Sem aviso, um dia percebi por que
Não importasse quais oferecesse,
Tu já as tinha, e a razão, simples:
É que já não trocavas sozinha.
As figurinhas, perdendo a cor,
foram guardadas, longe dos olhos
da curiosidade do colecionador.
Não trocamos mais figurinhas.
Encontramos-nos por acaso,
Eu te vi primeiro, figura que eu não tinha,
E quis possuir.
Em mim,
viste um álbum incompleto,
Repleto do que tinhas
E quiseste inquirir.
Brincamos de trocar figurinhas.
- Tens esta, que vi quando pequena?
- Mas claro, como não teria?
- E isto, sabes o que é?
- É a prova, que acena, de termos o mesmo gostar.
E te curvavas perdendo ar:
- Assim tu me matas!
Brincamos de trocar figurinhas.
Trocamos e trocamos
Figurinhas e figurinhas
Por dias curtos,
Noite longas sem janta,
muito vagar,
Quando mesmo as respostas escasseavam,
Para tantas perguntas sem fim.
Brincamos de trocar figurinhas.
Um dia paraste de perguntar
E já sem respostas - já sabes o que tenho -
Não me importei, sabia o que tu querias
Figurinhas, figurinhas!
Mas nenhuma interessava.
Tentei ainda brincar de trocar figurinhas.
Sem aviso, um dia percebi por que
Não importasse quais oferecesse,
Tu já as tinha, e a razão, simples:
É que já não trocavas sozinha.
As figurinhas, perdendo a cor,
foram guardadas, longe dos olhos
da curiosidade do colecionador.
Não trocamos mais figurinhas.
8/11/2010
Rodoferroviária
Estação Rodoferroviária,
De ônibus e trens
Ferro e asfalto
Em plena Curitiba
Estação verão,
De pessoas plenas,
Em vagões rodoferroviários
Ferro e ônibus
De trem e asfalto
Ferrodoviária, rodoplena de asfalto
Ferro em vagões de pessoas
Ônibus plenos de Curitiba
Rofedoviarrória
Feviarrodorrória
Rovía
Dovía
Ía
Chegou o rodo-trem
Será o das sete e quinze?
De ônibus e trens
Ferro e asfalto
Em plena Curitiba
Estação verão,
De pessoas plenas,
Em vagões rodoferroviários
Ferro e ônibus
De trem e asfalto
Ferrodoviária, rodoplena de asfalto
Ferro em vagões de pessoas
Ônibus plenos de Curitiba
Rofedoviarrória
Feviarrodorrória
Rovía
Dovía
Ía
Chegou o rodo-trem
Será o das sete e quinze?
8/09/2010
8/06/2010
Hipopótamo
Viu
Casa
Olhar
Lado
Contorno
Esquina
Duzentos
Metro
Cruzamento
Hipopótamo
Direita
Número
Discagem
Atendimento
Entrada
Elevador
Andares
Campainha
Porta
Abertura
Cruzaram-se os olhares e com um beijo súbito, porém terno, o amor prevaleceu.
Casa
Olhar
Lado
Contorno
Esquina
Duzentos
Metro
Cruzamento
Hipopótamo
Direita
Número
Discagem
Atendimento
Entrada
Elevador
Andares
Campainha
Porta
Abertura
Cruzaram-se os olhares e com um beijo súbito, porém terno, o amor prevaleceu.
8/02/2010
Prestissimo
Porque eles exclamam!
Conclamam
Reclamam
Pesado
Pesado o peso do fardo
Fatídico o dia
Do minto, do mato
Que dia?
O dia pesado do passo passado
O dia turvo que vai e não vem
Não faz, nem fundo, no mato
No mato, cativo que faz
Não faz lá no fundo
E o mato também
Reclamam!
Reclamam!
Reclamam!
Reclamam também!
Conclamam
Reclamam
Pesado
Pesado o peso do fardo
Fatídico o dia
Do minto, do mato
Que dia?
O dia pesado do passo passado
O dia turvo que vai e não vem
Não faz, nem fundo, no mato
No mato, cativo que faz
Não faz lá no fundo
E o mato também
Reclamam!
Reclamam!
Reclamam!
Reclamam também!
8/01/2010
Bailarina
Olha a beleza da menina loura
É graciosa, a dançar balé
Minha sina é vê-la de longe
A dela é ter amor e não saber
quem é
Admirar-te escondido, coisa boa
Ver-te andando, pé ante pé...
Giras neste salão que não esconde
sua rainha preferida a nós,
ralé
ai, menina, vê-la como um anjo, alvo, puro
é saber como a beleza se apresenta até
no sorriso de quem te guarda, juro
e não ousa, por medo, pensar-te
mulher.
É graciosa, a dançar balé
Minha sina é vê-la de longe
A dela é ter amor e não saber
quem é
Admirar-te escondido, coisa boa
Ver-te andando, pé ante pé...
Giras neste salão que não esconde
sua rainha preferida a nós,
ralé
ai, menina, vê-la como um anjo, alvo, puro
é saber como a beleza se apresenta até
no sorriso de quem te guarda, juro
e não ousa, por medo, pensar-te
mulher.
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