6/06/2012
Tem mais samba.
eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda eu não sei fazer poesia mas que se foda.
5/01/2012
De improviso
Desfaz-se nas minhas fuças o motivo dessa luta e o ter por que brigar. Por que tanto alvoroço se o mundo é moço, a vida é só canto? O tempo que levo levando vejo: tá na hora de acordar, querer, brincar, fazer-me de louco acima de tudo.
Dá tua mão,esquece que estás junto de alguém que não conhece, que não te desce, mas que ainda tem um pouquinho de alegria pra dançar. Rodopia, baila, ocupa cada canto do salão, ocupa cada metro desse chão e vem cantando, para todo mundo ver que o canto é novo, amostra do que viver, do que virá. Perde a estribeira, perde tua noite inteira, sem saber onde tu estás.
Dá tua mão,esquece que estás junto de alguém que não conhece, que não te desce, mas que ainda tem um pouquinho de alegria pra dançar. Rodopia, baila, ocupa cada canto do salão, ocupa cada metro desse chão e vem cantando, para todo mundo ver que o canto é novo, amostra do que viver, do que virá. Perde a estribeira, perde tua noite inteira, sem saber onde tu estás.
4/11/2012
Prezada,
Perdoe-me o avançado da hora em que escrevo, mas preciso pedir-te um pequeno obséquio. Por acaso lembras das coisas minhas que ficaram contigo? A ponta de encanto, o entusiasmo, o brilho nos olhos e a graça que sentia da vida? Pois então, preciso que as mande de volta.
Mas por favor, não entenda mal: não falo do amor que te dei e guardaste naquela gaveta,no escritório de tua mãe. Não, esse é teu. Foi dado sem hesitação, sem demoras ou condições. Que seja sempre um presente. E que, aliás, te sirva para algo, para acalentar tuas frustrações nas tardinhas de domingo, ou de anedota, à mesa, com as amigas. Claro, volta e meia quero dele notícias, dado que é pedaço perdido de mim. Por vezes sinto, se não falta, um cantinho de saudade.
Mas envia as minhas coisas, se não é pedir demais. Pretendo usá-las sexta-feira, para impressionar certa moça que conheci. Tem olhos negros como os teus, mas cabelos longos. Tem um sorriso bonito como o teu, mas me faz sorrir. Nos encontraremos lá onde te vi pela primeira vez, só que ao sol. Por favor não se ofenda ou magoe: perdoe-me a falta de originalidade e até a indelicadeza.
Ocorre que, antes de original, ocupo-me de ser feliz.
Mas por favor, não entenda mal: não falo do amor que te dei e guardaste naquela gaveta,no escritório de tua mãe. Não, esse é teu. Foi dado sem hesitação, sem demoras ou condições. Que seja sempre um presente. E que, aliás, te sirva para algo, para acalentar tuas frustrações nas tardinhas de domingo, ou de anedota, à mesa, com as amigas. Claro, volta e meia quero dele notícias, dado que é pedaço perdido de mim. Por vezes sinto, se não falta, um cantinho de saudade.
Mas envia as minhas coisas, se não é pedir demais. Pretendo usá-las sexta-feira, para impressionar certa moça que conheci. Tem olhos negros como os teus, mas cabelos longos. Tem um sorriso bonito como o teu, mas me faz sorrir. Nos encontraremos lá onde te vi pela primeira vez, só que ao sol. Por favor não se ofenda ou magoe: perdoe-me a falta de originalidade e até a indelicadeza.
Ocorre que, antes de original, ocupo-me de ser feliz.
3/20/2012
Duas irmãs
Eram duas irmãs assim, nem feias, nem bonitas
mas de uma cor de dar inveja ao pecado
E um colo simpático, a pedir atenção.
Quis conhecê-las a fundo,
Amiúde,
Em detalhes,
Ambas,
Como uma comédia de Rodrigues.
mas de uma cor de dar inveja ao pecado
E um colo simpático, a pedir atenção.
Quis conhecê-las a fundo,
Amiúde,
Em detalhes,
Ambas,
Como uma comédia de Rodrigues.
Com tantas pernas me cativas
Derrama nos meus olhos essa certeza de amor
Vem tórrida, quente.
Provoca minha gula, que te quero inteira.
Esvair-me em teus seios, ver-te ferver em ansiedade.
Lembro da inveja de mim hoje, que sentirei amanhã.
És armadilha, já não me escapo.
Com tantas pernas me cativas
Quanto notas de prazer urras e sussurras
Neste aguardo febril.
Vem tórrida, quente.
Provoca minha gula, que te quero inteira.
Esvair-me em teus seios, ver-te ferver em ansiedade.
Lembro da inveja de mim hoje, que sentirei amanhã.
És armadilha, já não me escapo.
Com tantas pernas me cativas
Quanto notas de prazer urras e sussurras
Neste aguardo febril.
O grande sono
Acima de tudo, o grande sono
que desrespeita e desfaz os cotidianos.
Um cinza outonal descende sobre as almas
e as convida à prostração.
Um frio escondido no mormaço,
descaso precípuo e geral,
o inverno dos homens se faz anunciar.
que desrespeita e desfaz os cotidianos.
Um cinza outonal descende sobre as almas
e as convida à prostração.
Um frio escondido no mormaço,
descaso precípuo e geral,
o inverno dos homens se faz anunciar.
2/06/2012
Minhocas
Com o tempo, mesmo as memórias ganham um tom sépia.
Nem a viva cor das explosões de então,
nem o preto, branco e chumbo da queda.
Não há porque lutar por um espólio etéreo.
O morto está velado,
Que fique para as minhocas.
Nem a viva cor das explosões de então,
nem o preto, branco e chumbo da queda.
Não há porque lutar por um espólio etéreo.
O morto está velado,
Que fique para as minhocas.
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